Estudo conclui que nascimentos através de cesárea/cesariana estão tendo efeitos na evolução humana

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Quando se pensa em evolução, associa-se a algo com um processo muito lento acontecendo ao longo de milênios, porém, nem sempre é esse o caso.

Um novo estudo sugere que o sucesso dos nascimentos através de cesárea/cesariana na segunda metade do século 20 poderá influenciar a evolução das populações humanas.

Desde a Segunda Guerra Mundial, os nascimentos através de cesárea (também conhecidos como cesariana) estão em alta graças aos avanços cirúrgicos, tornando-os mais seguros e mais baratos. Apesar de antes ser apenas uma opção de emergência, não é mais o caso. Hoje em dia, cerca de um quarto das novas mães no Reino Unido e cerca de um terço das mães nos Estados Unidos dão à luz, através de cesárea, assim relata o The Independent.

Mas agora, um grupo de pesquisadores da Universidade de Viena acredita que a popularidade do procedimento pode começar a alterar o curso da evolução humana.

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O estudo, publicado recentemente no Proceedings of the Natural Academy of Sciences, sugere que uma razão cada vez mais comum para que as mulheres façam cesárea é porque a sua pélvis é muito estreita. E, de acordo com o estudo, o número de crianças que nascem com muito peso também estão aumentando.

Ao que parece, os genes para crianças maiores estão sendo transmitidos. Disse o biólogo e principal autor do estudo, Philipp Mitteroecker a Helen Briggs da BBC.

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“Sem a intervenção médica moderna, tais problemas eram frequentemente letais e isso, de uma perspectiva evolutiva, seria seleção natural”, disse Mitteroecker. “As mulheres com uma pelve/pélvis/quadril muito estreito não teriam sobrevivido ao nascimento há 100 anos atrás, mas hoje, sobrevivem. As mulheres hoje transmitem através de seus genes um código genético de pélvis menor para suas filhas.”

O estudo, no entanto, é preliminar e não podemos saber com certeza se essa mudança evolutiva está realmente ocorrendo. Como Clare Wilson escreve no The New Scientist, ” a equipe de Mitteroecker não produziu nenhuma evidência de que está acontecendo. O estudo foi apenas um trabalho teórico.

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O aumento que a equipe previu é pequeno – de cerca de três por cento para aproximadamente 3.6 hoje. E há muitos outros fatores que podem complicar essas conclusões. Muitas mulheres estão tendo bebês mais tarde na vida, por exemplo, o que significa que estão dando à luz quando seus corpos são um pouco menos flexíveis. O peso e outros problemas de saúde também podem desempenhar um papel importante para um médico recomendar a cesárea.

“Eu acho que o que é importante ter em conta na [questão da] evolução é que condições como diabetes são muito mais comuns em uma idade mais jovem, então, nós vemos muitas mais mulheres em idade reprodutiva que têm diabetes”, Daghni Rajasingam, um consultor obstetra e um porta-voz do Royal College of Obstetricians, disse à BBC. “Isso tem consequências sobre se elas podem ou não precisar de uma cesárea”.

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A questão de saber se as cesáreas/cesarianas têm ou não interferência na evolução humana não é um julgamento do procedimento, considerando as muitas vidas que foram salvas por essas cirurgias. Mas é importante para entender a história de como nossa espécie chegou ao que é hoje.

Fonte: Smithsonian

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