A história de arrepiar por trás da menina que ninguém foi capaz de salvar

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Os desastres naturais são incontroláveis ​​e às vezes imprevisíveis. Alguns dos maiores desastres naturais na história resultaram na perda de milhares vidas, bem como em destruição maciça.

Nas últimas décadas, eventos como inundações, terremotos, furacões e erupções vulcânicas reivindicaram milhões vidas. Com equipamentos científicos e análises adequadas, por vezes podemos evitá-los e mitigar os seus efeitos.

Hoje, vamos falar de uma situação que ocorreu a quando de um desastre natural na data de novembro de 1985, quando o vulcão Nevado del Ruiz entrou em erupção.

 

Foto/reprodução

Localizado em Armero, Tolima, Colômbia, a 5 mil metros de altitude, a sua erupção foi a razão de uma pequena cidade em Armero, Colômbia, enfrentar uma das catástrofes mais avassaladoras da história. O número de mortos foi estimado em mais de 20 mil pessoas e uma das infelizes pessoas que sucumbiram era uma jovem chamada Omayra Sánchez, cuja fotografia você provavelmente conhece.

Omayra Sánchez Garzón, tinha apenas 13 anos na época. O fluxo de lama vulcânica destruiu a sua aldeia, assim como outras, e aprisionou Omayra em uma piscina de águas frias e lamacentas, foi aí que começou a agonia de Omayra Sánchez. O incidente foi um tema de sensação mundial nos meios de comunicação social da época.

 

Foto/reprodução

O fluxo de lama vulcânica varreu as casas em Armero e Omayra morava em uma delas. A destruição reivindicou as vidas do pai e da tia de Omayra juntamente com 20.000 outras. Omayra sobreviveu ao fluxo de lama vulcânica, mas infelizmente ficou preza nos escombros e as suas pernas estavam emaranhadas nos braços da sua tia, morta. Os voluntários que estavam ajudando os sobreviventes escutaram a garota gritar, mas, apesar de todos os esforços, não foram capazes de a libertar.

Uma vez que perceberam que era difícil libertá-la sem amputação, eles colocaram um tubo inflado em torno dela para evitar que ela se afogasse. Os trabalhadores da Cruz Vermelha imediatamente solicitaram ao governo que o fornecimento de uma bomba para baixar o nível da água, a fim de auxiliar ainda mais a jovem.

 

Foto/reprodução

Enquanto os socorristas tentavam libertar Omayra, ela sempre foi capaz de manter sangue frio enquanto cantava e rezava. Os bombeiros e outros voluntários até tentaram amarrar uma corda a um helicóptero para levantar o corpo de sua tia. Os socorristas tentaram de tudo, mas tudo foi em vão.

Após terem bombeado a água, os socorristas descobriram que as suas pernas estavam presas debaixo do telhado da habitação. Foi decidido na altura pelos socorristas não amputar as pernas da garota, pois faltavam os equipamentos médicos para lhe prestar os cuidados necessários. Então, eles decidiram que a melhor coisa a fazer era deixá-la morrer com o máximo de dignidade possível, eles ficaram com ela até seu último suspiro.

Omayra começou a alucinar no terceiro dia e os seus olhos começaram a mudar de cor. No dia 16 de novembro, às 9h45, ela faleceu. Os médicos acreditam que ela provavelmente morreu de gangrena e hipotermia. Seu irmão perdeu o dedo, mas conseguiu escapar com vida da catástrofe, tal como a mãe. Os socorristas que tentaram salvá-la descreveram a garota como uma menina doce e atenciosa que se preocupava com todos. De notar que, ela mesma pediu a alguns dos voluntários que a deixassem e descansassem um pouco.

 

© Frank Fournier

A 15 de novembro, o repórter francês, Frank Fournier, capturou a imagem de Omayra que você pode ver acima, intitulada “A agonia de Omayra Sánchez”. Seu rosto ficou conhecido em todo o mundo depois de a foto ter vencido a premiação para a Foto de imprensa Mundial do Ano em 1985. Os moradores e turistas costumam visitar o túmulo de Omayra, muitas vezes rezando e pedindo para que Deus os mantenha a salvo de qualquer tragédia.

«Ao tirar a foto me senti totalmente incapaz, sem poder de forma alguma ajudá-la. Ela enfrentava a morte com coragem e dignidade, sentia que a vida estava indo embora».

– Frank Fournier da BBC

As autoridades da Colômbia decidiram não falar a respeito da tragédia, esta foi perdendo notoriedade com o tempo, incluindo a agonia da pequena Omayra.

Fontes: BBC UKNY TimesWikipediaBBC News.

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