7 animais que o homem matou até os extinguir

Seja para comida, ritual ou diversão, o ser humano não conhece limites quando se trata de caça. Somos tão cruéis e egoístas que podemos cometer crimes tão grandes contra a natureza que levaram à extinção de muitas espécies animais.

7. DODO

 

O Dodo é provavelmente o animal extinto mais reconhecido no mundo. Ele viveu nas Maurícias, a 900 km de Madagáscar e era uma ave que não voava porque se tinha adaptado a uma vida terrestre, na ilha não havia predadores naturais e estes podiam deixar os seus ninhos no chão com segurança.

Sendo um animal lento e muito fácil de caçar, era chamado de “Dodo”, que significa “idiota” em português. O motivo da sua extinção foi a caça descontrolada e a chegada de cães e ratos à ilha, animais que foram trazidos pelo homem. Os ratos destruíam os ninhos dos Dodos e os cães de caça os Dodos adultos. Apenas 80 anos após a chegada do homem à ilha, em 1662, o último Dodo pereceu.

 

6. POMBO-PASSAGEIRO

No início do século 19, o Pombo-passageiro ou Pombo-migratório era uma espécie tão abundante na América do Norte que havia pelo menos 5 bilhões/biliões. Quando migravam havia tantos nos ares que podiam escurecer completamente o céu e transformar o dia em noite.

Com a chegada de colónias inglesas aos Estados Unidos, o animal passou a ser visto como alimento barato e fácil de conseguir, então era super-caçado. Em apenas 90 anos, o número de pombos caiu para 250 mil. Esta espécie costumava deslocar-se em grupos. Infelizmente, este foi um factor importante na extinção da espécie e um dia, vários caçadores encontraram os últimos espécimes terminando com eles num único dia.

A última fêmea em cativeiro morreu sozinha num zoológico em Cincinnati e agora podemos ver este último espécime dissecado no Museu Smithsonian em Washington DC.

5. RINOCERONTE NEGRO AFRICANO

 

Esta é uma das espécies mais recentes declaradas extintas. O rinoceronte negro africano era caçado principalmente pelos seus chifres, já que se diz que tinha propriedades curativas para muitas doenças. Outra razão e a mais inútil de todas é que na Ásia ter um chifre de rinoceronte é um símbolo de poder e bem-estar.

As tentativas de preservar a espécie eram tão grandes que os governos africanos tinham exércitos de soldados para cuidarem do rinoceronte e garantir que ninguém caçasse os últimos exemplares. Os soldados receberam ordens para atirar em qualquer caçador que se aproximasse deles. E, por algum tempo, eles alcançaram o seu objectivo.

Infelizmente, os esforços não foram suficientes e o rinoceronte negro africano foi declarado extinto no ano de 2011.

4. TIGRE DE JAVA

Este tigre era uma espécie de felino que só vivia na ilha de Java, daí o nome. A pele deste tigre era tão bonita que a demanda pelo seu pêlo era muito grande e muito bem paga.

A caça descontrolada deste tigre fez com que, em menos de 30 anos, apenas 35 tigres de Java restavam na ilha. Em 1972, o governo declarou a área onde ainda havia espécimes como área protegida, mas já era tarde demais. Em 1979, o último tigre foi covardemente caçado e, assim, acabamos com outra espécie que nunca mais veremos.

3. VACA MARINHA DE STELLER

A vaca-marinha-de-steller, foi descoberta em 1741 e era uma espécie que em média chegava a 8 metros e pesava até 10 toneladas, eram muito semelhantes a morsas e peixes-boi.

Elas alimentavam-se de plantas, algas e musgo marinho, era um animal manso que não ameaçava o ser humano e não os via como uma ameaça, esse foi um erro trágico para a sua espécie.

As causas da sua extinção foram a demanda humana pela sua carne, gordura e pele de alta qualidade. Em apenas 27 anos, a vaca-marinha-de-steller deixou de existir. É muito triste saber quanto dano o ser humano pode causar em tão pouco tempo.

2. RINOCERONTE BRANCO DO NORTE DE ÁFRICA 

Sudão, o último macho que existia, foi morto, agora apenas duas fêmeas permanecem. Esta subespécie existe há um milhão de anos, no entanto, agora tem os seus dias contados. Tal como o seu irmão, o rinoceronte negro africano, que era caçado excessivamente pelo valor do seu chifre, que pode exceder o do ouro. A espécie estava prestes a ser exterminada, até terem decidido enviar o último macho para um zoológico.

Uma infecção numa das suas pernas foi a causa da sua morte, espalhou-se por todo o seu corpo até que ficou completamente incapaz de se mover, as suas doenças físicas começaram a piorar e à medida que os dias passavam, o seu rosto reflectia cada vez mais dor, Foi então que os veterinários decidiram colocá-lo a dormir e deixá-lo ir em paz. O seu sémen é mantido congelado porque ainda podem tentar realizar fertilização artificial com os óvulos de rinocerontes femininos que permanecem vivos.

1. MOA GIGANTE

O caso do moa gigante é um dos mais impressionantes que tivemos. Uma ave nativa da Nova Zelândia que media até 3 metros de altura, pesava 250 kg e os seus ovos pesavam até 10 kg. A coisa incrível sobre este caso é que esta espécie esteve no nosso planeta por mais de 90 milhões de anos. Isso mesmo, o ser humano, caçou e aniquilou uma das espécies mais antigas do nosso planeta em questão de anos.

Os Maoris foram os primeiros homens a conhecer o Moa Gigante e dedicaram-se a caçá-lo como alimento graças à sua carne abundante e fácil captura.

Este animal impressionante deixou de existir no ano de 1500 e é mais um exemplo do poder destrutivo que a humanidade tem.

É nosso dever e direito de saber que estas espécies maravilhosas existiram e o que aconteceu com elas, não podemos repetir o mesmo erro. Actualmente, temos muitas espécies em perigo de extinção e é nosso dever humano protegê-los, é hora de mostrar que não somos seres destrutivos.

Nós não somos os donos do planeta! Estamos aqui para viver em harmonia com todos os seres vivos que aqui habitam.

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