Fotógrafo australiano passou uma década a fotografar ondas e o resultado é mágico

O fotógrafo australiano Ray Collins lançou recentemente seu terceiro livro intitulado Water & Light (Água e Luz), que demorou três anos a ser criado. O livro apresenta fotografias de ondas sob perspectivas novas e inéditas.

O aclamado estilo de Collins “amarra” a força massiva e a fúria de um mar agitado a um piscar de luz numa única gota de água de forma perfeita – e frequentemente, em simultâneo. Ray trabalhou muito, durante uma década, para capturar estas imagens.

 

Ele navegou e mergulhou pelos mares gelados do norte da Islândia, atravessou as remotas e desabitadas cadeias de ilhas do arquipélago indonésio, “pendurou-se” num helicóptero sem porta no Havaí, documentou uma mega swell uma vez numa década e conduziu por dias a fio até aos recifes isolados e costas do sul e leste da Austrália.

Aventuras incríveis que resultaram em fotografias surpreendentes! São imagens absolutamente deslumbrantes, confira abaixo.

Nota: Se quiser, você pode comprar uma cópia do livro AQUI . Créditos da entrevista abaixo para Artfidoblog:

De que forma a sua juventude na Austrália formou o seu relacionamento com o mar?

O mar é, na realidade, o meu mundo. Nós sempre vivemos perto do litoral – a maioria dos australianos vive perto do litoral – e, quando criança, você tende a explorar os ambientes mais próximos.

 

Para mim, foram as praias, falésias e enseadas que pontuam a paisagem de onde eu moro.

O oceano tem sido a única constante na minha vida. Em qualquer fase da vida, a qualquer momento, durante qualquer emoção, está lá para mim.

Você comprou a sua primeira câmera para documentar os seus amigos enquanto surfavam.

De que forma é que o seu foco evoluiu para se concentrar apenas nas ondas?

Olhando para trás, esse foi o ponto de “entrada” para as ondas. Mesmo nos meus primeiros trabalhos, o elemento “humano” era apenas dar a escala de ondas e a compostura.

Quanto mais evolui no meu trabalho, mais me concentrei em quão delicada e bela a água pode ser. A forma que assume, as texturas, o “sentimento” disso.

O que o inspira nas ondas?

São ondas de energia, literalmente, que se movem através da água e nunca se repetem!

Não dá para “re-filmar”, nunca!

 

Não se pode rebobinar ou ter segundas chances. Tudo isso, junto com a sua beleza pura, inspira-me todos os dias.

De que forma o seu daltonismo ajuda – ou dificulta – o seu trabalho como fotógrafo?

Acho que ajuda no sentido de remover a “distração” da cor, permitindo que eu me concentre no contraste, tons, texturas e composições. Se eu sempre tivesse visto o mesmo que toda a gente, talvez o meu trabalho não fosse tão único.

Qual é a sua técnica padrão?

“Paciência”

Eu tento fazer o máximo de trabalho de casa possível sobre a área.

Estudo vários mapas meteorológicos, fico de olho nas marés previstas e observo os sistemas de alta e baixa pressão para me ajudar a entender as marés – tudo isso deve ser considerado em primeiro lugar.

Às vezes é tão fácil quanto sair da cama e ir nadar.

Existem condições particulares de tempo ou iluminação que você procure?

Eu gosto mais da primeira e última luz do dia.

Ray Collins é um fotógrafo extremamente talentoso. Você pode ver a sua paixão pelo seu trabalho nestas fotos!